A Music In Africa Foundation (MIAF) abriu o processo de candidaturas e nomeações para o preenchimento de seis lugares no seu Conselho de Administração, cujos mandatos ficarão disponíveis em Novembro de 2026. A iniciativa é dirigida aos membros da Fundação interessados em contribuir para a governação, orientação estratégica e desenvolvimento da organização.

 

A informação é divulgada pela XHUB, parceira da Music In Africa, no âmbito do seu compromisso de ampliar o acesso dos profissionais e agentes culturais moçambicanos a oportunidades de participação em plataformas africanas do sector criativo.

 

O Conselho de Administração da MIAF representa os interesses dos membros da Fundação e desempenha funções ligadas à definição, aprovação e alteração das políticas da organização, bem como à implementação das decisões estratégicas tomadas pela Assembleia Geral Anual. O órgão desempenha igualmente um papel consultivo na implementação de políticas, no planeamento estratégico e na definição de programas.

 

De acordo com a Fundação, o Conselho reúne-se trimestralmente por videoconferência, podendo realizar reuniões adicionais sempre que necessário, e realiza pelo menos uma reunião presencial por ano. Os membros do Conselho cumprem mandatos de dois anos, podendo ser reeleitos, desde que não ultrapassem um período máximo de seis anos no órgão.

 

Experiência procurada

Para esta composição, a MIAF procura candidatos capazes de reforçar as competências colectivas do Conselho e contribuir ao nível estratégico e de governação. Entre as áreas de experiência consideradas relevantes estão a indústria musical e economia criativa africana; governação de organizações sem fins lucrativos; estratégia e desenvolvimento empresarial e organizacional; finanças, auditoria e tesouraria; mobilização de recursos e relações com doadores; parcerias estratégicas; legislação e conformidade; tecnologia digital e dados; comunicação e desenvolvimento de marcas; políticas públicas e relações internacionais; bem como supervisão de programas, monitoria, avaliação e impacto social.

 

A Fundação esclarece que os candidatos não precisam de reunir todas estas competências, mas devem demonstrar experiência significativa numa ou mais das áreas indicadas.

 

Além da experiência profissional, os candidatos deverão demonstrar disponibilidade para participar na orientação dos membros do Conselho, reuniões — estimadas em cerca de cinco por ano, comunicação regular por correio electrónico, análise atempada de documentos e participação na Assembleia Geral Anual, presencial ou virtualmente.

 

A MIAF destaca ainda como requisitos a boa reputação, capacidade de representar a Fundação na respectiva regional ou país, interesse em compreender profundamente a visão, objectivos e políticas da organização e possuir redes de contacto que possam ser úteis ao desenvolvimento da instituição.

 

Processo aberto a membros da Fundação

As nomeações podem ser feitas pelo próprio interessado ou por outro membro da MIAF. Para efectuar uma nomeação, é necessário ser membro da Music In Africa Foundation. Pessoas que ainda não sejam membros podem ser nomeadas, mas deverão tornar-se membros para poderem ser elegíveis às eleições.

 

Todos os nomeados deverão adquirir a condição de membros efectivos da Fundação até 5 de Outubro de 2026. Posteriormente, o Conselho de Administração analisará as candidaturas e seleccionará os candidatos que cumpram os requisitos e contribuam para as competências necessárias ao órgão.

 

Os candidatos seleccionados serão submetidos à eleição durante a 14.ª Assembleia Geral Anual da Music In Africa Foundation, onde serão eleitos pelos membros votantes através de maioria relativa dos votos. Os titulares dos diferentes cargos dentro do Conselho serão posteriormente escolhidos pelo próprio órgão na sua primeira reunião após a eleição.

 

A data limite para apresentação das nomeações é 5 de Outubro de 2026. A MIAF alerta que candidaturas incompletas ou que não cumpram os critérios estabelecidos não serão consideradas.

 

Os interessados devem, primeiro, garantir a sua condição de membros da Fundação e, posteriormente, preencher o formulário oficial de nomeação disponibilizado pela MIAF.

 

A participação no Conselho de Administração não é remunerada, tratando-se de uma função fiduciária. Contudo, a Fundação disponibiliza um honorário anual destinado a cobrir despesas relacionadas com as reuniões, incluindo custos de internet e telefone.

 

Para profissionais moçambicanos ligados à música, economia criativa, gestão cultural, comunicação, políticas públicas e outras áreas estratégicas, a chamada representa uma oportunidade de contribuir directamente para a definição das prioridades e do futuro de uma das principais plataformas africanas dedicadas ao desenvolvimento da música e dos seus profissionais. Saiba mais aqui!

 

 

Por: Gil Gune

 

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