A XHUB – Incubadora de Negócios Culturais e Criativos recebeu, nesta segunda-feira, uma delegação da Embaixada dos Estados Unidos da América em Moçambique, que efectuou uma visita de cortesia às suas instalações e procedeu à doação de um conjunto de livros destinados ao fortalecimento do espaço de leitura, pesquisa e capacitação da incubadora.

 

A delegação foi chefiada por Nafeesah Allen, Conselheira para Diplomacia Pública da Embaixada dos Estados Unidos da América, que, durante a visita guiada, teve a oportunidade de conhecer os diferentes serviços, programas e iniciativas desenvolvidos pela XHUB em prol do fortalecimento das indústrias culturais e criativas em Moçambique.

 

Durante o encontro, o Director Geral da XHUB, Paulo Chibanga, manifestou o interesse da instituição em estabelecer parcerias estratégicas com incubadoras e centros de inovação dos Estados Unidos da América, particularmente aqueles vocacionados para os sectores culturais e criativos. A proposta enquadra-se na estratégia de internacionalização da incubadora e na criação de oportunidades de intercâmbio, formação, mobilidade artística e desenvolvimento de negócios criativos.

 

Na ocasião, foi apresentada como exemplo a experiência bem-sucedida do Corredor da Incubadora de Artes (AIC – Arts Incubator Corridor), uma iniciativa de cooperação regional que liga a House On Fire, de Eswatini, a ALTBLK Continua, da África do Sul, e a XHUB, em Moçambique. Este corredor tem contribuído para o fortalecimento das redes de colaboração entre incubadoras da África Austral, promovendo residências artísticas, circulação de criadores e desenvolvimento de novos mercados para as artes.

 

Foi igualmente destacada a experiência de cooperação internacional estabelecida com incubadoras e organizações culturais francesas, parceria que possibilitou, entre outras iniciativas, a apresentação e o lançamento internacional do primeiro álbum do músico moçambicano Radjha Ally em França, demonstrando o potencial das redes de incubação como instrumentos de projecção internacional dos artistas nacionais.

 

Por sua vez, Nafeesah Allen apresentou diferentes possibilidades de colaboração entre a Embaixada dos Estados Unidos da América e a XHUB, incluindo programas de formação, capacitação e intercâmbio que poderão beneficiar artistas, empreendedores culturais e profissionais das indústrias criativas moçambicanas. As iniciativas discutidas abrangem áreas como liderança, gestão cultural, empreendedorismo criativo, comunicação, desenvolvimento de competências e acesso a oportunidades internacionais.

 

A doação dos livros representa mais do que um reforço do acervo bibliográfico da XHUB. O gesto simboliza o compromisso comum com a promoção do conhecimento, da inovação e da criatividade como pilares fundamentais para o desenvolvimento sustentável das indústrias culturais. A iniciativa integra o programa de celebração dos 250 anos da Independência dos Estados Unidos da América (America250), uma agenda comemorativa que promove a educação, a cultura, a inovação e o fortalecimento das relações de cooperação entre os Estados Unidos e os seus parceiros em todo o mundo. Neste âmbito, a oferta do acervo bibliográfico visa reforçar a liderança cultural, impulsionar a economia criativa e ampliar o acesso ao conhecimento como instrumento de capacitação de artistas, empreendedores culturais e jovens criativos, contribuindo para a consolidação de um ecossistema cultural mais inovador, inclusivo e sustentável.

 

A visita reforça o interesse mútuo em aprofundar relações de cooperação entre a Embaixada dos Estados Unidos da América e a XHUB, abrindo perspectivas para futuras iniciativas que contribuam para a formação de jovens criativos, a internacionalização de artistas moçambicanos e o fortalecimento do ecossistema cultural e criativo do país. A aproximação entre as duas instituições representa um passo importante para a construção de novas pontes de colaboração internacional, capazes de gerar oportunidades de desenvolvimento para o sector cultural moçambicano e de posicionar a criatividade como um motor de crescimento económico, inovação e diplomacia cultural.

 

Por: Gil Gune

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